Parlamentares querem comissão para apurar denúncias de pedofilia.
Prefeito do município é suspeito de exploração sexual de adolescentes.
Parlamentares do Amazonas protocolaram, no Ministério Público do Estado
(MPE-AM), um complemento ao pedido de intervenção no município de
Coari, a 363 km de Manaus. O primeiro pedido de intervenção foi protocolado no dia 21 de janeiro.
O prefeito da cidade, Adail Pinheiro, é alvo de denúncias de exploração
sexual de menores de idade. O documento foi entregue na sede do órgão
pelos deputados estaduais Luis Castro (PPS) e José Ricardo (PT), nesta
segunda-feira (3).
O documento de 53 páginas conta com denúncias de corrupção por
superfaturamento, além de ameaças a pessoas que denunciaram supostos
casos de pedofilia. Ao G1, Castro afirmou que o
complemento foi necessário. "Estivemos com alguns promotores na semana
passada e eles demonstraram certas dúvidas sobre o processo. Tínhamos
acesso a informações adicionais e produzimos o documento para
substanciar o pedido", disse.
O deputado disse que não há um prazo definido para que o Ministério
Público apresente posicionamento sobre a solicitação, mas espera que o
resultado seja divulgado até o fim desta semana. "O medo está instalado
no município de Coari. O conselho tutelar na cidade está fraco, porque
salários são atrasados e não há combustível para a locomoção dos
profissionais", afirmou.
Segundo o parlamentar, a falta de combustível para o deslocamento dos
conselheiros deve-se a desvios de verba direcionada para combustível.
"No complemento do pedido de intervenção, inserimos comprovações de que
há desvio de dinheiro. A situação chegou a um nível insuportável",
afirmou. Caso o pedido seja aceito pelo Ministério Público, o governo do
estado será o responsável pela escolha do interventor.
Os deputados devem coletar assinaturas na Assembleia Legislativa do
Amazonas (Aleam) para criar uma comissão parlamentar de inquérito.
Segundo Castro, há urgência para que o Ministério Público tome medidas
sobre o caso. "Não falta mais nada para que o órgão intervenha em Coari
nessa semana. Trouxemos provas de que a permanência do prefeito no poder
representa a continuidade no esquema que fragiliza a criança e o
adolescente", disse Castro.
O cronograma de atividades apresenta ainda uma audiência pública na
quinta-feira (6) com a presença de representantes de entidades dos
direitos humanos e igrejas. "Este caso não pode ficar sem julgamento. É
importante que a sociedade pressione os órgãos, porque vários processos
já estão em andamento no Tribunal de Justiça e há necessidade de
celeridade", enfatizou o deputado estadual José Ricardo.






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